DESENVOLVEDORES

Fique por dentro de uma profissão que vem ganhando espaço no mercado e porquê esses profissionais serão considerados os “novos engenheiros” em um futuro não tão distante.
A sociedade já não é mais a mesma, vivemos em uma era onde a Internet e a comunicação digital são tão comuns quanto a energia elétrica. Esta é uma realidade que transformou a maneira em que o profissional se relaciona com o mercado. Com o crescimento e o avanço da tecnologia as empresas passaram a se importar cada vez mais com a otimização de seus processos e soluções para clientes mais exigentes e bem informados e com isso muitas profissões entraram em extinção por não acompanharem aos anseios deste mercado.
Veja bem, para algumas crianças da geração Z (nascidas entre 1996 e 2000) é inimaginável a existência de profissionais como vendedores de enciclopédia ou datilógrafos; ao mesmo passo que é praticamente impossível pensar que crianças da geração “Builders” (1930 – 1945) sonhavam em se tornar desenvolvedores de software ou algo parecido. Vivemos em uma etapa ímpar, e não acompanhar esse ritmo o tornará um “analfabeto digital”.

Aliás, você sabe o que faz um desenvolvedor de software?

Com as empresas buscando expansão tecnológica e o mercado tornando-se extremamente dinâmico, demandando sistemas de software bem elaborados e complexos, observamos essa função tornar-se cada vez mais essencial. O desenvolvedor é responsável por pensar, programar e entregar sistemas que trazem soluções, sejam em rotinas internas de uma empresa ou para satisfazer os desejos e “dores” do mercado. O profissional precisa dominar áreas como banco de dados, segurança e linguagens de programação se quiser entregar um bom produto. É uma peça importantíssima em qualquer projeto, e por esse motivo passou a ser tão requisitado pelas corporações.

Devido aos constantes avanços tecnológicos nos últimos anos houve um crescimento neste setor, gerando uma grande concorrência entre as empresas para encontrarem bons desenvolvedores no mercado, é o que diz Lucas Rocha, que atua no Núcleo de Inovação Tecnológica do IPPLAN:

“Com o advento da tecnologia e das suas implicações, o mercado de TI aqueceu-se de forma exponencial e não programada. As organizações devido ao seu alto fluxo de demandas, e na busca por rapidez em suas entregas, procuram por profissionais seniores, as faculdades não estão aptas a formarem este perfil profissional, culminando para este cenário: Alta procura por profissionais, com um número irrisório de profissionais disponíveis no mercado.

Também, segundo Lucas, o é importante que este profissional esteja sempre atualizado às tendências de mercado, buscando sempre aprimorar-se em novas linguagens de programação.

O Brasil possui uma característica ímpar e com grande foco na agropecuária e indústria. Com isso criou-se uma incrível demanda por engenheiros. As faculdades refletem essa realidade onde, segundo dados do MEC de 2018, 3 dos 20 cursos mais procurados por alunos de graduação são as engenharias, ao passo que há somente um curso no ranking da área de TI (Tecnologia da Informação). O alto crescimento do setor tecnológico no país, unido à baixa geração de profissionais pelas faculdades, causa preocupações nas empresas do setor, que se veem cada vez mais pressionadas por não conseguirem atender às demandas exigidas pelo mercado.

Segundo a Brasscom, que reúne companhias de tecnologia da informação, nos últimos anos, o setor de TI empregou quase 1 milhão de pessoas, e a estimativa é que até 2024, 420 mil novas vagas sejam criadas, porém, por ano produzimos apenas 40 mil profissionais, causando um grave déficit no mercado nacional.

Para que o país consiga atender pelo menos parte da demanda é preciso investir na educação e profissionalização dos candidatos, além de desenvolver e promover políticas de incentivo estudantil e maior fomento para graduações em tecnologia a fim de aumentar a mão de obra qualificada nas áreas de TI e Comunicação.

Assim, como um dia vimos as indústrias tomarem espaço na economia e passamos a incentivar a formação de novos engenheiros para atender suas demandas, vivemos um fenômeno tão sério quanto. A criação e propagação de cursos profissionalizantes em tecnologia devem ser encorajados para que possamos aproveitar todas as oportunidades que esta área pode oferecer. Pensando nisso, o IPPLAN, que tem como missão o desenvolvimento, implementação e manutenção de soluções tecnológicas personalizadas para o setor público e privado, investe em bons profissionais de TI, contribuindo para que novos horizontes sejam descobertos, gerando mais oportunidades de negócio e pavimentando o desenvolvimento tecnológico em nossa região, no país e no mundo.


Redação: André Fernandes. Imagem: Luiz Fernando da Silva. Núcleo de Inovação Tecnológica, IPPLAN, Fev. 2021.

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