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O Que Fazemos

Cálculo da Capacidade de Suporte do Sistema de Circulação

"A cidade poderá se desequilibrar se a capacidade de suporte da infraestrutura de circulação não for calculada e esse cálculo não for transformado em norma legal obrigatória". Cândido Malta Campos Filho, Arquiteto, Urbanista e consultor do Projeto. 

Cliente: Prefeitura Municipal de São José dos Campos - Secretaria de Planejamento Urbano

Desafio: Como parte da necessidade de estruturar as propostas na área de Mobilidade Urbana para o futuro de São José dos Campos, foi elaborada inicialmente a Pesquisa Origem e Destino. O passo seguinte foi elaborar o projeto de Cálculo da Capacidade de Suporte do Sistema de Circulação com o objetivo de entender a situação atual do município e as possibilidades futuras, a partir das quais seria possível desenvolver a proposta de um novo modal de transporte, o Plano de Mobilidade, fundamentando, da mesma forma, políticas territorias para o município, tal como o Plano Diretor.

Solução oferecida: A formulação dos cenários base (atual) e futuros (tendencial e planejado) para São José dos Campos foi feita tendo como metodologia a análise de dados de uso do solo associados aos dados de transporte, com base em um extenso banco de dados georreferenciados, e no cálculo do quanto o território suporta em termos de movimento de pessoas, construções e relações de consumo. Para isso foi necessário criar e estruturar um banco de dados a partir do levantamento em fontes diversas, dando-se preferência às oficiais, antes de proceder às diversas análises.


A análise urbana considera, entre outras coisas, a extensão de área urbanizada, de áreas livres e de áreas com restrição ambiental, a quantidade de área construída para os diversos usos distribuída no território a partir de dados do cadastro imobiliário do município, a localização dos principais equipamentos urbanos, como escolas, universidades, hospitais, indústrias, grandes empreendimentos residenciais e comerciais, e dados socioeconômicos. Essa análise contempla também o estudo da legislação de uso e ocupação do solo e da dinâmica de transformação e densificação do solo urbano, permitindo a leitura dos padrões de ocupação e o estabelecimento de tipologias de tecido urbano existentes e possíveis.


Já a análise de transportes verifica a hierarquia viária, a matriz de deslocamentos e os demais dados obtidos junto à Pesquisa Origem e Destino, os tempos operacionais do transporte coletivo, dados de saturação viária, a distribuição modal associada à renda da população, a velocidade média, as vias para transporte coletivo, a frota de veículos, o itinerário das linhas de ônibus, a localização dos terminais, a quantidade de passageiros transportados, assim como as vias, linhas e terminais propostos, o modelo tarifário, a determinação dos custos generalizados para os deslocamentos, entre outros.


Como subsídio à definição dos cenários futuros, o IPPLAN fez um evento participativo, no qual foram consultadas pessoas com alto conhecimento técnico e estratégico em sua área de atuação, com a finalidade de captar os pontos de vista a respeito das transformações possíveis da cidade, considerando variáveis exógenas e endógenas. O TRANUS foi o software utilizado para fazer o relacionamento da análise de transportes com a análise urbana, possibilitando simulações relacionadas à alocação de pessoas e empregos no território, que ocorreriam dentro da lógica do mercado, e não apenas de forma teórica. Com isso, pretendeu-se estabelecer os limites para o adensamento e para o crescimento urbano, permitindo o estabelecimento de políticas de incentivo ou desincentivo à construção e de atração de empresas e empregos, bem como a determinação da necessidade de um novo modal de transporte de média ou alta capacidade, responsável por aumentar as possibilidades de adensamento de um determinado local.

Resultados: Temos como principais resultados deste trabalho a definição de cenários futuros para a cidade, que permitem e auxiliam os futuros gestores públicos na tomada de decisão quanto a políticas relacionadas a transporte, uso do solo, atração de emprego e renda. O trabalho considerou não apenas os dados de transporte, mas também os de uso do solo, sendo a análise de tecidos urbanos (tipologias urbanísticas) uma das peças valiosas do material entregue.

Dessa forma, a Prefeitura recebeu um extenso banco de dados, composto por mapas, tabelas e gráficos dos dados de transporte, demográficos e socioeconômicos de 2010 e com as projeções para 2020 e 2030, que podem e devem ser utilizados para se avaliar políticas relacionadas aos diversos assuntos, mas em especial à de uso do solo e ao estoque de potencial construtivo, obviamente condicionado à oferta de transporte.


Esse trabalho também serviu de base para a definição de um novo modal de transporte, cujo objetivo é oferecer à população um transporte coletivo de qualidade, assim como deu as bases para a elaboração da Política Municipal de Mobilidade Urbana, da qual o IPPLAN também participou em 2014-2015.