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O barato sai caro

Sabemos que comprar o mais barato nem sempre significa bom negócio. Uma aquisição que aparenta oferecer grandes vantagens pode, com o passar do tempo, gerar gastos adicionais não observados no ato da compra.

Algumas dessas atitudes acabam saindo caro para toda a sociedade, como é o caso de “morar longe”. Quem é obrigado a morar em áreas periféricas, distantes dos centros urbanos, provavelmente foi motivado pelo valor do imóvel: mais barato. Após a compra, aparecem os gastos adicionais para a família: o valor da passagem de ônibus, o tempo gasto nos deslocamentos, o cansaço das viagens diárias e a falta de lazer e comércio na redondeza. Surgem também os gastos para o município. A cidade paga para levar e manter o asfalto, a energia elétrica, a água e esgoto tratados, o transporte, a escola pública, o posto de saúde, a creche e a segurança, tudo cada vez mais distante e custoso.

Salgado para todos são também os que escolhem morar em condomínios fechados, cada vez mais longe dos centros urbanos. Esses se expandem e ocupam espaços destinados à natureza, fauna e agricultura mudando constantemente a paisagem natural no município. Sua distância traz despesas geradas por aqueles que dependem do carro diariamente. O custo de muitos carros nas ruas são: construção de mais vias, congestionamento, gasto excessivo de combustível, poluição, estresse e falta de espaço para pedestres, bicicletas e ônibus.

Com o passar do tempo, o bom negócio imediato em “morar longe” sai caro. Se a cidade continuar crescendo, seus gastos um dia serão insustentáveis. Para que a cidade consiga se pagar é preciso frear sua expansão. Manter-se compacta não significa não atender a demanda para mais residências, mas sim aumentar o número de domicílios nas áreas que já possuem infraestrutura e já oferecem comércios e serviços. Precisamos mudar o senso comum que ainda vê o adensamento em áreas consolidadas negativamente.

Jornal O Vale - página 2 - 22/11/2015

Luciana Lins de Mello

Analista de Gestão de Projetos do IPPLAN

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