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A Cultura de inovação no Setor Público

John Dewey, filósofo do século XIX, dizia que “onde os fatos são mais obscuros, onde falta precedência, onde novidade e confusão permeiam tudo (...). Estes são os problemas públicos”. Este diagnóstico poderia ser desalentador, por ser tão antigo e tão atual para o setor público e seus desafios. Mas não podemos ignorar que muitas respostas foram dadas e o setor tem evoluído em sua capacidade de lidar com tais problemas complexos. Várias ondas de mudança passaram pela administração pública até o momento atual, que nos possibilita um outro olhar, pautado pela inovação para a gestão pública.

Instituições brasileiras dedicadas à administração pública têm, há algum tempo, dado visibilidade às melhores práticas em diversas áreas das políticas públicas, sejam melhorias que resultam em maior impacto, sejam adaptações de uma ideia em novo contexto ou a criação de algo. Alguns prêmios e seminários, entre estes o Seminário de Inovação no Setor Público, realizado pelo IPPLAN em maio de 2013, destacou as inovações ocorridas para que elas inspirem e ganhem escala nos municípios.

Porém, estudos sobre as inovações no setor têm mostrado que existe uma lacuna nos processos e ferramentas utilizados para se chegar à isso, como se o resultado inovador fosse quase sempre fruto de ação aleatória provocada por uma demanda urgente. Há uma grande mudança em curso que é a instalação das competências de inovação nas organizações públicas, de modo que os próprios gestores possam agir pró-ativamente em todo o processo, desde a ideia à implementação da inovação.

A cultura da inovação na governança pública não depende de softwares nem é necessariamente cara, nem tampouco precisa esperar a solução dos problemas básicos. Ela potencializa as competências dos gestores e abre espaço para soluções criativas em serviços e melhores práticas nas políticas públicas.

Guilherme A. C. Freire da Rosa

Analista de Planejamento SR

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